...

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Histórias nunca tem um ponto final, elas seguem o ritmo com ponto e vírgula

Ela, apenas uma garotinha procurando o rumo perdido. As expectativas soavam ao rumo dos céus, mas elas iam mais alto, cada vez mais alto... Suas asas não poderiam alcançar. Sobrou uma unica e não tão desejada alternativa, ela fugiu em seu sono. Toda vez que fechava seus olhos suas idealizações com o mundo formavam o paraíso. Ao amanhecer do dia, um sinal de alerta. Perdeu-se a parte boa, idealizou os encantos e agora pede socorro, suas estrelas estão apagando. Seu mundo virou de cabeça para baixo.

Eu sou um quebra cabeça, a parte perdida de mim esta ai. Foi um longo e escuro caminho. Ela trabalhou muito bem a sua imaginação, a mesma se torna uma rocha, uma rocha escura e alta na qual eu não posso escalar. É como se fosse um doce, um doce que você não pode degustar. Ele esta na vitrine, mas você não pode pegar e muito menos comer. A unica coisa que se pode fazer é "abrir mão" do seu desejo. "Abrir mão" não significa esquecer, mas se conformar com o que lhe é imposto.

Nós chegamos aqui com um fardo, ele parece tão leve. Ela, um doce de pessoa acordando do seu sono, olhando para o mundo verdadeiro, e conciliando os dois mundo em que vive. Esforçando para falar e lutando com seus braços fracos com medo do imaginário, posto que sua própria mente atua.

Em seu sono as estrelas brilham, brilham em um tom amarelado. Um lindo amarelo. Ela, com suas linhas em tom azul-marinho. O desespero cruzam as linhas, cada letra, cada significado. Ela, não tão forte, mas muitas vezes bruta em suas decisões. Com seu pulso firme e fraco. Seus mundos em conflito, suas decisões apontando para lugares desconhecidos e Ela, apenas fechando seus olhos e esperando pelo sono. Ela, sempre esperta, sempre na procura do novo e esperando paraíso que dentro de seus sonhos existia.


Fim